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Goiânia, 25 de Novembro de 2020

Formação - LUMEN FIDEI

LUMEN FIDEI

A primeira carta encíclica do pontificado do Papa Francisco se chama “Lumen fidei”, luz da fé, que se destina a todos os membros da Igreja: aos bispos, aos presbíteros, aos diáconos, às pessoas consagradas e aos fiéis leigos. O Pontífice escreve sobre o tema da fé e a sua relação com os homens de hoje. Notadamente, o documento se insere dentro das iniciativas do ano da fé. Lançada no dia 29 de junho de 2013, na solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo, seu objetivo é contribuir para se “recuperar o caráter de luz que é próprio da fé”.

“A luz da fé” completa o quadro das virtudes teológicas que Bento XVI tinha começado com as suas encíclicas sobre a esperança e a caridade. Francisco assumiu, de fato, o trabalho de Bento XVI que, antes de sua renúncia ao papado, já tinha completado o primeiro rascunho do texto, ao qual foram adicionadas algumas contribuições do Papa argentino.

A encíclica é dividida em quatro capítulos, aos quais se acrescentam uma introdução e uma conclusão. Eles traçam a história da fé da Igreja (desde o chamado de Deus a Abraão e a Israel até a ressurreição de Cristo), a relação entre razão e fé, o papel da Igreja na transmissão da fé e o efeito da fé nas sociedades, em busca da construção de um bem comum. Conclui com uma oração à Virgem Maria, que é apresentada como um modelo de fé pelo seu “sim” ao chamado de Deus (Lucas 1,38).

O primeiro capítulo apresenta a fé de Jesus Cristo, a verdadeira "testemunha fiável" que revela como é Deus e que nos ajuda a vê-Lo do modo que Ele mesmo via, como Pai. Mas a fé não é apenas um conhecimento, "é um dom gratuito de Deus que exige a humildade e o valor fiar e confiar, para poder ver o caminho luminoso do encontro entre Deus e os homens, a história da salvação".

O segundo capítulo, mais prático, aborda a relação entre a "fé e verdade", e também entre "fé e amor". O Papa Francisco adverte que "a fé, sem verdade, não salva. Fica numa bela fábula, a projeção dos nossos desejos de felicidade". Ao mesmo tempo, traduz-se em amor a Deus e aos outros. Por isso, a fé não é intransigente, e o crente não é arrogante, mas pratica de modo natural o diálogo.

O capítulo terceiro focaliza a evangelização, já que a fé deve ser difundida, de uma forma que tudo ganha força, graças aos Sacramentos do Batismo e da Eucaristia.

Por último. o capítulo quarto refere-se ao bem comum, isto é, ao modo de organizar a sociedade, segundo os critérios da fé, com aspectos sobre o modo de vivê-la na família, fundada sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher, nas relações sociais, no respeito à natureza —que é manifestação de Deus — e nos momentos difíceis do sofrimento e da morte. 

O documento nos coloca também a questão a ser enfrentada pela Igreja: “A fé acabou sendo associada à escuridão. A fé, afirma o Papa, não é um obstáculo à razão ou à ciência, embora a mentalidade moderna a conceba erroneamente assim. É antes uma luz que ilumina e alarga a visão do ser humano sobre as realidades hodiernas, uma vez que para ser verdadeiramente luz não pode dimanar de nós mesmos, tem de vir de uma fonte mais originária, deve vir, em última análise, de Deus.

O diagnóstico da Lumem Fidei acerca do pensamento moderno é de precisão cirúrgica. Recorda Francisco que o olhar da ciência se beneficia da fé: esta convida o cientista a permanecer aberto à realidade, em toda a sua riqueza inesgotável. Ademais, o caminho iluminado pela luz da fé não é solitário, pois, "quem crê, nunca está sozinho". Portanto, o seu lugar comum é dentro da Igreja, pois, é dela que a humanidade recebe a plenitude dos meios da salvação e é também a partir dela que o homem os transmite. Visto que "só é possível responder 'creio' em primeira pessoa, porque se pertence a uma comunhão grande, dizendo também 'cremos’, negar a Igreja significa negar Cristo. É, pois, imperioso para todo cristão, não somente assumir, mas também defender todos os artigos do depósito da fé, do qual a Igreja é a primeira guardiã, "precisamente, porque todos os artigos da fé estão unitariamente ligados" e, sendo assim, "negar um deles - mesmo dos que possam parecer menos importantes - equivale a danificar o todo".

A fé pressupõe um encontro pessoal com a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo e com Ele, o seu amor, que é justamente a sua essência. A fé procura o bem comum e desperta na consciência humana a verdade impressa em seu coração pelo próprio Deus, iluminando, assim, todas as realidades, desde o matrimônio entre um homem e uma mulher às demais circunstâncias da existência do homem. A fé age como um consolo a todos aqueles que são oprimidos pela realidade do pecado e pelos males do mundo. A fé, unida à verdade, conduz à Jerusalém Celeste, destino para o qual tendem todos os que estão inseridos no Corpo do Único e Verdadeiro Salvador, “em que se revela a origem e consumação da história”. Enfim, afirma a Lumen Fidei, a fé, juntamente com a caridade e a esperança: “projeta-nos para um futuro certo, que se coloca numa perspectiva diferente, relativamente, às propostas ilusórias dos ídolos do mundo, mas que dá novo impulso e nova força à vida de todos os dias”.

Pe. Luiz Augusto

 

Data: 05/02/2014

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