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Goiânia, 27 de Fevereiro de 2021

Formação - A VIOLÊNCIA DE JESUS

A VIOLÊNCIA DE JESUS

A recusa da violência é total em Jesus, seja em sua vida, seja em sua Palavra. Ele recusa a violência em todas as suas formas, portanto, não somente a violência de reação, mas também aquela de quem inicia a violência. Jesus não ignora que há entre os homens uma violência que fere e mata, e, se disse um não à violência de quem foi ferido numa face, disse um não ainda mais terrível a quem fere a face.

Com a mansidão e o pacifismo, Jesus não quis apagar todo ressentimento justo do homem, nem torná-lo inerte diante da injustiça; não quis cobrir as falcatruas e deixar, em última análise, os pobres e os fracos à mercê dos poderosos. Se a religião foi alguma vez na história, “ópio do povo”, não o foi de modo algum no fundador do cristianismo; portanto, não faz parte da religião cristã em si mesma. Ninguém mais do que Jesus denunciou com maior evidência o poder que explora os fracos e que se apresenta, além disso, como defeito dos homens.

E Jesus disse-lhes: Os reis dos pagãos dominam como senhores, e os que exercem sobre eles autoridade chamam-se benfeitores. (Lucas 22,25) 

Jesus nada disse contra a mudança: ao invés, a palavra-chave sobre o Evangelho, conversão, significa exatamente mudança. Ele, porém, deu à mudança e à luta um impulso radicalmente novo: não o ódio, mas o amor; não a violência, mas, se for preciso, o martírio. Sua revolução não é “contra alguém”, como quase todas as revoluções humanas, mas, para “alguém”.

A escolha do Evangelho é o amor. Não um amor vazio ou feito de palavras somente, mas um amor demonstrado com os fatos que se concretizam na partilha. Somente o amor tem condições de produzir mudanças positivas, reais e irreversíveis, em nível, não só de estruturas, mas também de consciências e de pessoas. Jesus usou apenas a arma do amor e não da violência, e, contudo, hoje todos admitem que ele fez mais pelos pobres, contribuindo muito para mudar a sorte deles, do que todas as revoluções proletárias de seu tempo.

O rei Davi, diz o Papa Francisco, é o exemplo concreto de um rei que escolhe vencer o inimigo, através do bem, não escolhendo o caminho da vingança, mas, sim, o caminho da confiança no Senhor. Davi não age com violência para fazer justiça pelas suas próprias mãos. Ele é rei que acredita na revolução do amor e, por isso mesmo, não instrumentaliza Deus e o seu povo. É ele um modelo a ser seguido não somente por todo homem de governo, mas por todo cristão que tem a missão de ser sal e luz do mundo, através do amor de Deus e do amor ao povo, fazendo acontecer a revolução do amor protagonizada por Jesus Cristo.

Pe. Luiz Augusto

Data: 10/02/2014

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