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Goiânia, 25 de Novembro de 2020

Formação - O sentido e as palavras

O sentido e as palavras

Os aplicativos da Lulu e do Bolinha não passam de uma nova "linguagem" que fala do mal-estar da nossa sociedade. A linguagem é uma autoexpressão, uma maneira de colocar para fora aquilo que nos incomoda, aquilo que queremos vomitar. Só que, nesse caso, como em muitos outros, não se está considerando a quem são dirigidas essas "palavras", essas "mensagens", e o que elas produzirão em quem as recebe.

 

Esse tipo de comportamento é a ponta de um iceberg. Na base dele está a busca insaciável de um sentido mais profundo para a vida. Sentido que pode ser encontrado através de atitudes e ações muito simples, mas que correspondem à natureza humana, que é relacional, autotranscendente. Nossa realização pessoal passa pela abertura ao outro.

Sobrevivente de quatro campos de concentração nazistas, o psiquiatra austríaco Viktor Frankl afirmou que "a vida tem sentido em todas as situações". Cabe a nós a tarefa de procurá-lo e descobri-lo.

Além de sermos autotranscendentes, também somos livres. Podemos construir a nossa vida, podemos escolher as respostas que queremos dar, podemos estar acima de todos os determinismos e condicionamentos. Não somos livres das circunstâncias, mas somos livres para tomarmos uma posição frente a elas. Não temos a liberdade, somos livres. Esse pode ser o nosso grande segredo, aquilo que ninguém pode tirar de nós, nem mesmo em uma situação extrema como a de um campo de concentração.

Somos livres para expressarmos o que quisermos, mas a nossa liberdade precisa andar de mãos dadas com a responsabilidade. Cito novamente Frankl: "Liberdade não é a última palavra, não é a história toda. Liberdade ameaça degenerar em arbitrariedade se não for contrabalanceada pela responsabilidade".

Autotranscendentes, livres, responsáveis... e conscientes. Sim, também somos (ou podemos ser) conscientes. Como verdadeiro órgão do sentido, bússola que nos indica o caminho, a consciência está dentro de nós como um presente a mais que a vida nos dá. É simples, basta escutá-la. A resposta certa reside dentro de nós. Mas, se a voz da consciência está muito apagada, até sufocada, se eu não consigo escutá-la, posso dispor de um amplificador: posso buscar ajuda e procurar entender a sua linguagem com a ajuda de outras pessoas, daquelas pessoas que também reconhecem que ainda há o que ser feito, que não está na hora de depor as armas, que podemos ainda construir (ou reconstruir) o que ficou esquecido e perdido.

Data: 04/02/2014

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