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Goiânia, 13 de Novembro de 2018

Formação - Como saber a diferença entre ataque e transtorno de pânico

Como saber a diferença entre ataque e transtorno de pânico

E TEM DIFERENÇA?


Compreenda a diferença entre ataque e transtorno de pânico


 

 

 


Tenho ouvido muita gente falar que tem ataque e transtorno de pânico. Muitos até com afastamento médico. Mas, será que são ataques de pânico ou transtorno? E tem diferença? Sim, tem!



Vamos conhecer melhor essa doença que está vinculada a um transtorno maior, que é a ansiedade. É importante saber que as pessoas que desenvolvem tanto o ataque, quanto o transtorno do pânico, são ansiosas. A ansiedade é como o fogo que alimenta a fogueira do pânico. Mas em outro momento, falaremos sobre a ansiedade.


Ataques de pânico



Ataques de pânico é o surto de medo ou desconforto intenso, que alcança um pico em minutos e que pode ocorrer: palpitações (coração acelerado), suor excessivo, tremor, sensação de falta de ar, sensação de asfixia, dor no tórax, ânsia de vômito, ondas de calor ou calafrio, formigamento, medo de perder o controle, enlouquecer ou morrer. A pessoa vai vivenciar, no mínimo, quatro das características citadas. Tudo isso acontece com uma intensidade indescritível para a pessoa que vive, com duração de até 10 minutos.



Chega ao ápice do medo e do desconforto rapidamente, mas também, obtém seu alívio imediato. Porém, quando a pessoa está no ataque de pânico, ela acredita que não vai passar nunca, e que pode até morrer. Isso é sério e grave, pois existe um sofrimento real! Esta situação pode estar vinculada a um objeto, pessoa, animal ou situação, como: trânsito, multidões, falar em público, etc., como também, pode surgir sem a pessoa perceber, de forma espontânea, sem um gatilho específico. Assim, ela não consegue dar conta exatamente do que provocou o ataque de pânico. Esta situação gera um sentimento de impotência muito grande, porque a pessoa sente-se impotente. Sem controle.


Transtorno de pânico



No entanto, o ataque de pânico não ocorre com frequência. Claro que, pode acontecer da pessoa ter mais de um ataque de pânico, porém, não são recorrentes. E esse é um grande fator que diferencia o ataque, do transtorno. No transtorno a pessoa desenvolve os mesmos sintomas, mas com uma duração maior e uma frequência maior. Ela chega ao ápice do medo e desconforto rapidamente, mas não consegue ter o alívio de forma imediata; o sentimento de alívio demora. Quanto à frequência, para ser transtorno, é preciso que ocorra dois ataques inesperados no período mínimo de um mês, e assim sucessivamente.



Ela não pode ser provocada por uso de substâncias e gera uma preocupação excessiva e persistente sobre a possibilidade do ataque acontecer novamente. A pessoa vira escravizada pelo medo de ter outro ataque de pânico. Vivendo esse medo, ela passa a evitar situações e pessoas. Limitando sua vida por dois motivos: o primeiro, porque é difícil e doloroso passar pelo pânico, a sensação de morte é real; o segundo, por medo de se expor ao ridículo, de se constranger diante das pessoas.



Como tratar?



E como tratar? Com medicamento prescrito pelo psiquiatra, se preciso for. E com terapia. Na terapia será preciso trabalhar inúmeras situações, mas de imediato, mostrar a diferença do perigo real, do imaginário e como enfrentar as reações físicas provocadas pelo ataque. Estas questões bem tratadas gerará uma maior segurança, autodomínio e alívio prolongado. Pois, tais questões servem como gatilho para o transtorno do pânico.



Porém, não adianta tratar apenas o foco do problema, é preciso compreender que por trás da patologia, existe uma história, uma ferida/trauma a ser tratado. Por isso, não adianta parar o tratamento no alívio do pânico, e sim, investigar na estrutura psíquica o fator gerador da patologia. Autodomínio está totalmente ligado a autoconhecimento.


Aline Rodrigues 

Aline Rodrigues é missionária da Comunidade Canção Nova, no modo segundo elo. É psicóloga desde 2005, com especializações na área clínica e empresarial. Possui experiência profissional tanto em atendimento clínico, quanto empresarial e docência.

Data: 07/02/2018

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