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Goiânia, 11 de Dezembro de 2018

Formação - Por que ser devoto de um santo canonizado pela Igreja?

Por que ser devoto de um santo canonizado pela Igreja?

SANTIDADE DA IGREJA


Por que ser devoto de um santo canonizado pela Igreja?


 

 

 

Ser devoto de um santo ou santa da Igreja Católica é uma forma de aprofundar na vida de santidade



Todos os homens e mulheres são vocacionados a uma vida de santidade. Este é um chamado comum e universal desde o início da humanidade, como está em Levítico 11,44: “Sede santos porque Eu sou santo”, assim diz o Senhor. Nesta perspectiva, a Santa Igreja Católica, em sua sabedoria e conduzida pelo Espírito Santo, enaltece alguns fiéis na condição de santo, por um processo de canonização que, verifica-se e comprova a prática heroica das virtudes e fidelidade à graça de Deus vivida nesta terra.



Desta forma, nestes santos e santas de Deus, pode-se dizer que “brilha a santidade da Igreja” (Catecismo da Igreja Católica, 867), e esta, os apresenta como “modelos e intercessores” (CIC, 828) de todos aqueles que buscam um caminho de perfeição e imitação de Cristo, pois, “aquele que afirma permanecer n’Ele, deve viver como Ele viveu” (1Jo 1,8). Com isso, a devoção aos santos nos ajuda no percurso de santificação.



Por que ser devoto de um santo?



A devoção autêntica não consiste em sentimentalismo estéril, passageiro ou em vã credulidade, mas procede de uma fé verdadeira. Ser devoto não é adorar, mas venerar a vida dos homens e mulheres de Deus, que procuraram em tudo viver conforme o Evangelho. Então, a devoção a um santo é uma forma de observar a vivência de sua entrega total a Deus, de admirar e imitar o seu testemunho de santidade e amor ao Nosso Senhor Jesus Cristo.



Os santos contemplam e louvam a Deus; eles não deixam de velar por aqueles que deixaram na terra. Nisso, ser devoto de um santo é ter esse auxílio, porque interceder é o mais alto serviço que eles prestam ao plano de Deus. Portanto, a devoção nos orienta na caminhada espiritual, onde, também, pedimos que eles intercedam por nós e pelo mundo inteiro (Cf. CIC, 2683).



É possível uma amizade com nossos santos de devoção, sendo que, eles são para nós escola de santidade e amizade com o Amigo dos amigos. Assim, a devoção nos ensina que tudo é graça de Deus, que não são somente os nossos esforços humanos que nos levam à santidade, mas é a mão poderosa do Senhor que nos conduz. Já que, “os santos sempre tiveram viva consciência de que seus méritos eram pura graça” (CIC, 2011) e não honras próprias.



Experiência pessoal de ser devoto



A minha experiência concreta de devoção aos santos começou após o meu encontro pessoal com Jesus Cristo. Ao iniciar leituras sobre a vida da Igreja Católica fui conhecendo os homens e mulheres canonizados pela Igreja, que são exemplos de cristãos e que hoje me ajudam muito no caminho de santificação. Cito, brevemente, minha experiência com os santos e a santa que tenho afinidade e devoção.



O primeiro santo que fiz uma profunda experiência espiritual foi São Pio de Pietrelcina. No ano de 2005 após uma leitura sobre a vida de Padre Pio, comecei a ter uma enorme admiração e em seguida profunda devoção a este santo, que me ensina a via da oração, penitência e total doação a Deus e ao próximo. Vejo em São Pio, o exemplo de santidade e observação rigorosa dos votos de obediência, pobreza e castidade. Padre Pio dizia: “Quando te encontrares diante de Deus, na oração, considera-te banhado na luz da verdade.”



O segundo santo que me aproximei foi São João Bosco; mais conhecido como Dom Bosco. Ao iniciar meu caminho vocacional, na Canção Nova, tive a graça de conhecer mais de perto este santo, que tem me ensinado até hoje a via da santidade na ação e contemplação. Lendo um livro sobre sua biografia fiquei impressionado pela entrega e doação deste santo aos jovens ao ponto de se gastar, inteiramente, por esta causa, o que me inspira muito. Dom Bosco dizia: “Deus nos colocou neste mundo para os outros”.



O terceiro é uma santa a qual cultivo minha devoção. Ela é Santa Teresinha do Menino Jesus. Com essa santa fiz uma experiência já estando na Canção Nova, onde no ano de 2011, em Cachoeira Paulista, ganhei o livro de sua biografia “História de uma alma”. Após ler todo o livro, fiquei inflamado do desejo de viver o amor e a simplicidade. A essa santa peço sempre sua intercessão no meu caminho ao sacerdócio. Santa Teresinha dizia: “Senhor, quero revestir-me de vossa própria justiça e receber de vosso amor à posse eterna”.



Portanto, ser devoto de um santo ou santa da Igreja Católica é uma forma de aprofundar na vida de santidade, de pedir intercessão e perceber que a vida dos santos são reflexo de uma vida pautada no verdadeiro amor a Deus. Pois, os santos sempre nos conduzem ao Senhor e nunca a eles próprios, porque, são setas que apontam para o verdadeiro caminho: Jesus Cristo.



Márcio Leandro Fernandes 

Natural de Sete Lagoas (MG), é missionário da Comunidade Canção Nova e candidato às Ordens Sacras. Licenciado em Filosofia pela Faculdade Canção Nova, Cachoeira Paulista (SP), Márcio Leandro é também Bacharelando em Teologia pela Faculdade Dehoniana, em Taubaté (SP). Atua no Departamento de Internet da Canção Nova, no Santuário do Pai das Misericórdias e nos Confessionários.

Data: 05/04/2018

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