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Goiânia, 18 de Setembro de 2018

Formação - A tentação e o pecado

A tentação e o pecado

A tentação e o pecado

 

Por que pecamos?

 

A tentação é a situação em que a vontade tem de escolher entre duas opções, sabendo que uma opção é boa e a outra má, porém se sente atraída para a  última. Sabe que se trata da má, mas, por alguma razão, sente atração para ela. O erro de cair na tentação não é a falta de inteligência, não é um problema de debilidade da razão, pois se não soubesse que essa opção era má, pecaria por ignorância e, portanto, não pecaria. Para pecar a pessoa deve saber o que está escolhendo. Não existe pecado sem má consciência. Isso é o que faz o pecado tão interessante do ponto de vista intelectual: por que escolhemos o mal sabendo que é mal? É um verdadeiro mistério.

 

TENTACAO E PECDO

 

 

 

Uma resposta simples, que não é falsa, mas que tampouco explica o assunto, é contestar que pecamos por debilidade; o que é certo, mas também é certo que não somos tão débeis para não resistirmos. Se não fôssemos capazes de resistir, aí não haveria pecado. Não teríamos escolha. Se existe pecado é porque podemos escolher. E sabemos por experiência que escolhemos o que queremos. Se queremos fazer algo, nada nem ninguém, sempre é possível resistir. Como se vê, não podemos nos desculpar nem pelo campo da inteligência nem pelo da vontade. Fazemos o mal porque queremos.

 

 

Poderíamos dizer que cometemos o mal pelo bem que conseguimos com ele. Mas devemos nos lembrar que a inteligência percebe que esse bem é uma maça envenenada. Percebe que é um “pseudobem”, que acarreta mais mal que o bem que possui. Por isso, por mais desejável que nos pareça esse bem, a consciência nos diz: “Não deves escolher essa opção”. Assim dizer que fazemos o mal porque nos parece um bem é certo, mas também é igualmente certo que sabemos que esse bem oferecido é, no final das contas, um mal. De modo que a explicação de que fazemos o mal pelo bem que nos oferece, é uma explicação adequada, é algo que nos ajuda a compreender o pecado, mas não o explica completamente. Talvez nunca possamos, enquanto estivermos na Terra, explicar completamente esse mistério da maça envenenada que comemos cientes do veneno.

 

Quantas tentações procedem do demônio?

 

 

Não há nada que possa dizer quantas tentações procedem do demônio e quantas de nosso interior. Mas parece razoável pensar que a maior parte das tentações procede de nós mesmo. Não necessitamos de ninguém para sermos tentados. Basta a liberdade para poder usá-la mal. Baste ter de tomar uma decisão em uma eleição para optar conscientemente pela decisão errada. Conscientemente, sem paliativos, sem poder culpar a ninguém, a não ser a nós mesmos.

 

É certo que o demônio tentou a primeira mulher. Mas sem o demônio poderíamos pecar igualmente. A tentação não necessita dele; ela basta a si mesma. Se não, quem tentou o demônio?

 

Podemos ser tentados além de nossas possibilidades?

 

O ser humano é fraco, Sendo assim, Deus cuida de nós como de crianças. Por isso diz a bíblia:

 

“Não tendes sido provados além do que é humanamente suportável. Deus é fiel, e não permitirá que sejais provados acima de vossas forças. Pelo contrário, junto coma provação ele providenciará o bom êxito, para que possais suportá-la (1Cor 10, 13).

 

Que a tentação deve ser permitida por Deus é algo que aparece de maneira muito clara no Livro de Jó. Porém, em outro lugar da Bíblia, justo antes da Paixão, Jesus diz a São Pedro:

 

“Simão, Simão! Satanás pediu permissão para peneira-vos, como se faz com o trigo” (Lc 22,31).

 

“Pediu permissão”, logo a crença da tentação deve ser permitida. Não afirmar essa doutrina significaria que estamos nas mãos de um destino cego e que qualquer um, por mais fraco que for, pode ser tentado com om poder e uma intensidade acima das forças que tem para suportar. Portanto, a mensagem é tão clara como tranquilizador: Deus, como Pai que é, vela para que nenhum de Seus filhos se veja pressionado mais do que pode suportar. De tudo isso se percebe a sabedoria que há por trás do velho ditado: Deus aperta, mas não afoga.

Data: 17/08/2018

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