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Goiânia, 18 de Setembro de 2018

Formação - A Eucaristia e a Penitência são dois Sacramentos intimamente unidos.

A Eucaristia e a Penitência são dois Sacramentos intimamente unidos.

A Relação Vital entre os Sacramentos da Confissão e da Divina Eucaristia.

 

 

Vivemos numa sociedade que muitas vezes parece ter perdido o senso de Deus e do pecado. Nesse contexto, portanto, faz-se mais urgente o convite de Cristo à conversão, a qual pressupõe a consciente confissão dos próprios pecados e o correspondente pedido de perdão e de salvação.

 

 

A Eucaristia e a Penitência são dois Sacramentos intimamente unidos. Se a Eucaristia torna presente o Sacrifício Redentor da Cruz, perpetuando-o Sacramentalmente, isso significa que deriva dela uma contínua exigência de conversão, de resposta pessoal à exortação que S. Paulo dirigia aos cristãos de Corinto: “Suplicamo-vos em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus” (2 Cor 5, 20). Se, para além disso, o cristão tem na consciência o peso dum pecado grave, então, o itinerário da penitência, através do Sacramento da Reconciliação, torna-se caminho obrigatório para se aproximar e participar plenamente do Sacrifício Eucarístico.

 

 

Somente quem tem sincera consciência de não haver cometido um pecado grave pode receber o Corpo de Cristo.  Assim, nos ensina o Catecismo, no parágrafo 1385:

 

 

“Aquele que tiver consciência dum pecado grave, deve receber o Sacramento da Reconciliação, antes de se aproximar da Comunhão. ”

 

 

Na tradição da Igreja, a Confissão Sacramental sempre foi considerada em estreita relação com o Banquete Sacrifical da Eucaristia, Memorial da nossa Redenção. Já, nas primeiras comunidades cristãs, se advertia sobre a necessidade de se preparar com uma conduta de vida digna para celebrar a fração do Pão Eucarístico.

 

Quanto é útil recordar a exortação de S. Paulo aos fiéis de Corinto, os quais recebiam com leviandade a celebração da “Ceia Eucarística”, desatentos ao sentido profundo do Memorial da Morte do Senhor e às suas exigências de Comunhão Fraterna! Suas palavras de grande severidade nos advertem a nos aproximarmos da Eucaristia com autênticas atitudes de fé e de amor (cfr. I Cor. 11, 17-29).

 

Precisamos comungar com fé e humildade, conforme nos ensina o Catecismo, no parágrafo 1386:

 

“Perante a grandeza deste Sacramento, o fiel só pode retomar humildemente e com ardente fé a palavra do centurião: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma [só] palavra e serei salvo”.

 

E na Divina Liturgia de São João Crisóstomo, os fiéis oram no mesmo Espírito:

 

“Faz-me comungar, hoje, ó Filho de Deus, na tua ceia mística. Porque eu não revelarei o segredo aos teus inimigos, nem te darei o beijo de Judas. Mas, como o ladrão, eu te suplico: Lembra-Te de mim, Senhor, no teu Reino. ”

 

Com que grande amor deveríamos nos aproximar do Sacramento do Amor e, para demonstrar tal amor, buscar a necessária pureza da alma, através do Sacramento da Reconciliação. Os santos da Igreja, com empenho, buscavam estar preparados para esse Sublime Momento. São João Batista de La Salle dizia: “Aproximai-vos da Sagrada Mesa com as mesmas disposições que quereríeis ter para entrar no céu. Pois, não há de ter um menor respeito para receber Jesus do que para ser recebido por Ele.” São Pio de Pietrelcina repetia entre temores aos seus coirmãos: ”Deus, que vê mancha até nos anjos o que não verá em mim!?”Por isso ele fazia, diariamente, sua Confissão Sacramental. São Francisco de Sales ensinava aos seus filhos espirituais: “Confessai-vos com humildade e devoção...se for possível, todas as vezes em que fordes comungar, mesmo que na consciência não estejais sentindo nenhum remorso de pecado grave. ”

 

Evitemos as comunhões sacrílegas, como nos exorta São Paulo:

 

"Assim, todas as vezes que comeis desse Pão e bebeis desse Cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, todo aquele que comer o Pão ou beber o Cálice do Senhor, indignamente, será culpável do Corpo e do Sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse Pão e beba desse Cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o Corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos. Se nos examinássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.” (I Cor 11, 26-31).

 

Sobre o perigo da comunhão sacrílega São Cirilo exortava:   “Quem faz uma Comunhão sacrílega, recebe em seu coração a satanás e a Jesus Cristo: a satanás para fazê-lo reinar, e a Jesus Cristo para oferecê-lo em sacrifício a satanás. ”

 

Enfim, nada torna a nossa alma mais pura e resplandecente para se aproximar do Amor Sacramentado do que o Sacramento da Reconciliação. Que a Santíssima Virgem Maria, que é Mãe de Misericórdia, nos inspire para acorrermos ao confessionário que é Tribunal da Misericórdia. Que com Ela possamos fazer uma piedosa preparação para recebermos o Sacramento da Eucaristia, como diz São Maximiliano Maria Kolbe : “ A melhor preparação para a Santa Comunhão é a que se faz com Maria.

Data: 21/08/2018

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