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Goiânia, 15 de Novembro de 2018

Formação - Confira os sete passos para lidar com as preocupações

Confira os sete passos para lidar com as preocupações

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As preocupações fazem parte do dia a dia das pessoas. Como evitá-las?


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Você sabia que, quando perguntam às pessoas como elas estão, cerca de 40% diz que está preocupada com algo ou alguém? Portanto, quase metade da população têm pesos que carrega consigo, e a maioria tem tais preocupações quase todos os dias. O mais complicado é quando tudo isso se torna crônico, ou seja, preocupo-me o tempo todo e isso acaba por limitar a nossa capacidade de sentir satisfação pelas coisas e admirar o que é bom em nossa vida.



Uma coisa é certa: a preocupação é um dos elementos capazes de alimentar os transtornos mentais de ansiedade e depressão. Pesquisas mostram que a tal preocupação é uma das precursoras da depressão, ansiedade ou abuso de drogas.


Dicas para vencer as preocupações



Vamos pensar, então, em sete passos possíveis para lidarmos com as preocupações?



1. Identificar as preocupações produtivas e improdutivas: geralmente, temos a sensação de que nossas preocupações vão nos enlouquecer ou que teremos dificuldade para abandoná-las. Estar preocupado não contribui para que possamos resolver um problema e, ainda por cima, nos deixa infelizes. Os sentimentos ficam confusos e, muitas vezes, vamos relutar e desistir da crença de que se preocupar é importante. Frear as preocupações não é ser irresponsável ou desleixado. Muito pelo contrário: ao alimentarmos os imaginários “e se”, “como será”, “será, será…?” não conseguimos ter o foco necessário para resolver os problemas que são reais.




2. Acatar a realidade e ter um compromisso com a mudança: quando aceitamos um fato, deixamos de ter aquela batalha contra a realidade. Ou seja, a situação está ali e não adianta brigar o tempo todo com ela. Você não quer aceitar determinados fatos ou possibilidades dos quais possa não gostar e sua preocupação é como um protesto contra a realidade. A aceitação de algo não significa que você goste ou o considere justo. A aceitação não significa que não possa fazer nada para modificar certas coisas, mas, antes que possa modificar algo, terá de aprender a aceitar que problemas reais existem. Você vai aprender também a aceitar suas limitações e que as preocupações não devem ser o centro do universo.




3. Contestar a preocupação: muitos de nós somos mestres em “prever o futuro” e nestas situações a maioria das previsões são catastróficas. Ao questionar uma preocupação, vamos pensar no que realmente a situação é, o que ela realmente representa e vamos retirando fantasmas e monstros do tipo “vou fracassar”, “não vou dar conta”, “o que vão pensar de mim”. Isso, certamente, reduzirá seunível de ansiedade.




4. Focalizar a ameaça mais profunda: ao identificarmos as ameaças e aquilo que é real ou o que não é real, é possível que  tenhamos melhor percepção sobre as situações e sobre as nossas emoções. Isso porque aquilo que vem sempre à mente quando estamos em dificuldade, aquele pensamento que insiste em perturbar você e que ativa as crenças ao nosso respeito (ser imperfeito, ter sido abandonado ou desamparado, parecer tolo etc) precisa ser desafiado, para que deixe de existir, e como consequência, reduza seu estresse.




5. Transformar “fracasso” em oportunidade: o que posso aprender quando passo por fracassos em minha vida? Tentamos estar preparados, prevenindo e até mesmo antecipando o fracasso, mas ele nem sempre é o fim de tudo: tire lições e experiências com ele, tenha outros comportamentos, pense de forma diferente, enfim, são muitas as chances de fazer algo diferente a partir daquilo que chamamos de fracasso.



6. Usar as emoções em vez de se preocupar com elas: muitas vezes, temos medo das emoções, pois nem sempre sabemos lidar com elas. Nem tudo é terrível, nem tudo é tão complicado assim e nem sempre há razão para ter medo de vivenciar as emoções. Use-as ao seu favor, em vez de afugentá-las. Até mesmo compreender sentimentos contraditórios devem ser reconhecidos e percebidos, e não há mal nenhum nisso.




7. Assumir o controle do tempo: quando a urgência toma conta da nossa vida, perdemos facilmente o controle das coisas. Nem sempre conseguimos avaliar o que, de fato, é urgente e nos contaminamos com aquele desespero típico da falta de controle do tempo. Pense no seguinte: “desligar a urgência, aceitar que nem tudo ficará como está, apreciar cada momento, melhorar o momento, planejar e, com isso, procurar expandir seu tempo.

 



Que essas reflexões possam ajudá-lo a pensar sobre como encarar suas preocupações e como ter uma nova percepção sobre as situações, retirando aquilo que possa ser improdutivo ou mesmo esteja levando você ao adoecimento desnecessário.

 



Elaine Ribeiro dos Santos Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.

Blog: temasempsicologia.wordpress.com

Facebook: elaine.ribeiropsicologia Twitter: @elaineribeirosp

Data: 24/08/2018

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