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Goiânia, 18 de Setembro de 2018

Formação - Precisamos nos aproximar da Misericórdia de Deus

Precisamos nos aproximar da Misericórdia de Deus

PECADO


Precisamos nos aproximar da Misericórdia de Deus


 


Deus quer que cheguemos ao céu com o coração transformado

 


 

Na Carta Encíclica “Spe Salvi”, o Papa Bento XVI diz que o juízo de Deus é para nós fonte de esperança. Como coisas tão trágicas – como o inferno e o juízo de Deus – podem trazer esperança? Existem pregadores que não querem falar do inferno e dizem que Deus é amor, misericórdia, então, como poderia existir o inferno. Isso é artimanha do diabo: transformar a confiança em Deus em presunção, ou seja, a pessoa não leva a sério suas responsabilidades porque tem a presunção de que será perdoada!


 

 

Nunca pregamos tanto a Misericórdia de Deus e estivemos tão atolados em pecados como agora, tudo isso por causa da presunção. E assim muitos pensam: “Se o inferno não existe, o que tem se eu roubar esse dinheiro?”. Se não acreditamos mais na existência do inferno nos transformamos em pessoas para além do bem e do mal. O pecado é aquilo que me destrói, que me faz uma pessoa pior; e não posso usar a Misericórdia de Deus para justificar minha destruição.


 

Pecado


 

A mãe ama seu filho, mas odeia o pecado que o destrói. Nós que somos seguidores do Deus, que é Amor, temos de alimentar em nosso coração um amor infinito pelos pecadores e ódio supremo pelo pecado. Temos de ser capazes de dividir essas duas realidades.


 

A grande diferença entre o cristão e o não cristão, no campo moral, é que o cristão peca e odeia o seu pecado; enquanto que o não cristão peca e faz do pecado um projeto de vida, um jeito de viver.


 

Nós precisamos usar essa espada que divide pecado e pecador. Nós amamos nossos irmãos pecadores, mas odiamos o [pecado] que eles fazem. O sacerdote estando sentando atende os fiéis em confissão, porque ali ele age como um juiz, para absolver o pecador.


 

 

Santo Isaac de Nínive dizia o seguinte: “O homem que chora os próprios pecados é maior que este que ressuscita os mortos”. Por quê? Quando você chora os próprios pecados, o Reino de Deus está acontecendo em você. Existem pessoas com o coração fechado para Deus e para a bondade. Pessoas assim: soberbas, duras, não se dobram ao Senhor. E, também, há pessoas como nós, que temos esse coração medíocre, somos honestos, mas de vez em quando mentimos; nós rezamos, mas de vez em quando perseguimos quem reza; perdoamos, mas também guardamos mágoa. Imagine se vamos entrar no Céu com um coração assim? Não pode ser!


 

Misericórdia de Deus


 

 

De nada nos adianta dizermos que amamos ao Senhor se não odiarmos os nossos pecados para sermos d’Ele. Se você se arrepende dos pecados, o Todo-poderoso precipita o pecado no inferno e salva o pecador. Nós precisamos chegar no Céu com o coração transformado, e isso é Misericórdia do Senhor para nós.

 

 

O inferno existe não porque Deus não seja Misericórdia, mas porque somos livres para voltarmos nossas costas para a Ele. Então, leve a sério a sua vida, tenha medo de perder Deus! Ao mesmo tempo, devemos ter infinita confiança n’Ele, confiança de que Ele não morreu inutilmente e de que Ele fará de tudo para nos salvar.

 


 

Por isso, ninguém está autorizado a parar de pregar sobre a existência do inferno. O julgamento de Deus Pai, nos fins dos tempos, é para nós fonte de grande esperança. Nosso Senhor quer nos salvar. Se você vê que, na sua família, há pessoas fazendo do pecado um projeto de vida, ajude-as a sair desse mal.

 


 

Padre Paulo Ricardo 

Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior pertence ao clero da Arquidiocese de Cuiabá (Mato Grosso – Brasil) –  contato@padrepauloricardo.org

Data: 28/08/2018

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