..: Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus :..


Redes Sociais

  • Facebook
  • Youtube

Goiânia, 18 de Setembro de 2018

Formação - A Igreja chama Purgatório a esta purificação final dos eleitos

A Igreja chama Purgatório a esta purificação final dos eleitos

O olhar para a eternidade e a manifestação das almas do purgatório

 

OLHAR A MANIFESTAÇÃO

 

 

O mundo moderno não quer voltar os olhos para o eterno. Atualmente grande parte das pessoas não consegue ver além do que é temporal, do que é material e permanecem cegas frente ao que só os olhos da fé podem enxergar. Falar de realidades espirituais como céu, inferno e purgatório se tornou um desafio que poucos querem abraçar. Poucos são os sacerdotes que pregam sobre tais realidades, poucas são as famílias que educam seus filhos lembrando-lhes do que lhes há de vir após a morte. Com razão já dizia o grande escrito francês Charles Péguy: “Hoje - infelizmente - está se difundindo uma verdadeira amnésia da eternidade”. E mesmo quando alguns bradam neste mundo o que é eterno, muitos negam usando de diversas desculpas e falsos argumentos para invalidar o que não querem aceitar. No fundo o homem tem medo das verdades que requerem um sério compromisso moral. O mistério da vida futura é profundo e grave e comporta decisões sérias e exigentes na nossa vida cotidiana. Crer no além requer a aceitação de um juízo final sobre a nossa vida dado por Deus, que tudo conhece, que perscruta no profundo do nosso ser e da nossa consciência e nos pedirá contas de cada ação, pensamento e desejo mais íntimo. Vamos ao longo deste texto tentar alertar para uma realidade espiritual esquecida e ignorada por muitos que é o Purgatório. O que a igreja define como purgatório? Ele é bíblico? As almas que estão no purgatório podem se comunicar com os vivos?

 

 

O catecismo da igreja nos ensina: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não de todo purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria do céu. A Igreja chama Purgatório a esta purificação final dos eleitos, que é absolutamente distinta do castigo dos condenados.” A Tradição da Igreja, referindo-se a certos textos da Escritura  fala de um fogo purificador:

 

“Pelo que diz respeito a certas faltas leves, deve crer-se que existe, antes do julgamento, um fogo purificador, conforme afirma Aquele que é a verdade, quando diz que, se alguém proferir uma blasfémia contra o Espírito Santo, isso não lhe será perdoado nem neste século nem no século futuro (Mt 12, 32). Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas neste mundo e outras no mundo que há-de vir”.

 

Esta doutrina apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, de que já fala a Sagrada Escritura: «Por isso, [Judas Macabeu] pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres das suas faltas» (2 Mac 12, 46). Desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos, oferecendo sufrágios em seu favor, particularmente o Sacrifício eucarístico para que, purificados, possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também a esmola, as indulgências e as obras de penitência a favor dos defuntos.

 

 “Quanto ao fundamento, ninguém, pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo. Agora, se alguém edifica sobre este fundamento, com ouro, ou com prata, ou com pedras preciosas, com madeira, ou com feno, ou com palha, a obra de cada um aparecerá. O dia ( do julgamento ) demonstrá-lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém passando de alguma maneira através do fogo”( I Cor 3, 10-15).

 

Podem as almas do purgatório se comunicarem conosco ou a comunicação com elas é uma forma de espiritismo? Qual seria a diferença? Nós católicos professamos a fé na comunhão dos santos e por este mistério estamos interligados com a igreja do céu (Triunfante-Santíssima Trindade, a Virgem Maria, anjos e santos), purgativa (Almas do purgatório) e a igreja da terra( Militante- nós os vivos na terra. Juntos formamos o Corpo Místico de Cristo que é a Igreja Católica e podemos comunicar-nos com os falecidos pela oração invocativa.

 

Quando Deus manda, a iniciativa é sua; e a consequente manifestação do além toma para nós um caráter espontâneo.

 

Bem outra é a situação quando a iniciativa é nossa, querendo nós provocar alguma conversação com entidade do além. Quem pretende provocar a manifestação de algum falecido para dele receber mensagem ou notícia pratica um ato chamado pelos antigos de necromancia

 

E quem intenta comunicar-se com o além com o fim de colocá-lo a serviço do homem realiza um ato já conhecido pelos antigos como magia. Quando a esperada ação da evocada entidade do além é a favor do homem ou para o bem, chama-se magia branca, mas será sempre "magia". E se for para o mal, será magia negra ou malefício, feitiçaria, bruxaria.

 

Tais comunicações provocadas do além, seja na forma de necromancia, seja na de magia (branca ou negra, pouco importa), são conhecidas também como evocação. Há diferença fundamental entre invocação e evocação. A invocação é uma prece ou súplica e a evocação uma comunicação perceptível provocada por iniciativa do homem. É evidente que a invocação é um ato bom e cristão, expressão da comunhão dos santos. Já a evocação como no espiritismo, se faz por iniciativa do homem para próprio benefício diferente da comunicação das almas do purgatório que se comunicam quando Deus toma iniciativa por algum desígnio da Providência.  A evocação dos mortos é condenada por diversas passagens da Sagrada Escritura como lê-se em Deuteronômio:

 

"Que em teu meio não se encontre alguém que faça presságio, oráculos, adivinhação ou magia, ou que pratique encantamentos, que interrogue espíritos ou adivinhos, ou evoque os mortos, pois quem pratica essas coisas é abominável a Iahweh, e é por causa dessas abominações que Iahweh teu Deus os desalojará em teu favor. Tu serás íntegro para com Iahweh teu Deus. Eis que as nações que vais conquistar ouvem oráculos e adivinhos. Quanto a ti, isso não te é permitido por Iahweh teu Deus". (Dt 18, 10-14)

 

 Além do mais, como Católicos proclamamos a fé na imortalidade da alma e cremos na sua sobrevivência consciente logo depois da separação do corpo pela morte. Portanto cremos que no purgatório estas se mantém conscientes e podem por permissão Divina se comunicar conosco. E ainda mais, quando uma alma se manifesta, ela não deixou o purgatório para estar na terra no momento da manifestação como alguns pensam que acontece. O purgatório é um estado, uma realidade espiritual e as almas embora se manifestando sensivelmente na terra por permissão Divina continuam em estado de purificação.

 

As aparições das almas do purgatório são revelações privadas e precisamos entender o que a igreja ensina sobre as revelações e as aparições em geral. “A revelação privada é um auxílio para esta fé, e mostra a sua credibilidade, precisamente quando remite à única revelação pública. Por isso, a aprovação eclesiástica de uma revelação privada indica essencialmente que a sua mensagem não contém nada contrário à fé e aos bons costumes; é lícito torná-la pública, e os fiéis podem dar seu assentimento de forma prudente. Uma revelação privada pode introduzir novos acentos, dar origem a novas formas de piedade ou ampliar as antigas. Pode ter certo caráter profético (cf. 1 Ts 5, 19-21) e para prestar uma ajuda eficaz para melhor compreender e viver o Evangelho no presente; por isso, não pode ser descartada. É a ajuda que é oferecida, mas não é obrigatório usá-la. Em qualquer caso, deve ser um alimento da fé, esperança e caridade, que são para todos o caminho permanente da salvação.”(Congregação para doutrina da fé, Normas para proceder no discernimento de presumíveis aparições e revelações) Vale notar que embora não seja sua adesão de caráter obrigatório perdem de se alimentar espiritualmente e crescerem na piedade e caminho da perfeição os que preferem sempre desacreditar tais aparições.

 

 O grande teólogo Adolfo Tanquerey no seu Tratado de Ascética e Mística  explica : “As visões sensíveis ou corpóreas, também chamadas aparições, são aquelas em que os sentidos percebem uma realidade objetiva por si invisível ao homem. Não é necessário que o objeto percebido seja um corpo de carne e ossos; basta seja uma forma sensível ou luminosa. Por conseguinte, admite-se geralmente, com S. Tomás, que Nosso Senhor, depois da sua Ascensão, não apareceu pessoalmente senão em casos muito raros; Ele em geral só aparece sob uma forma sensível que não é seu verdadeiro corpo... O que dizemos de Nosso Senhor, aplica-se à Ssma. Virgem; portanto, quando ela apareceu em Lourdes, seu corpo permanecia no céu, e no lugar da aparição só havia uma forma sensível que a representava. É o que explica como ela apareça ora sob uma forma, ora sob outra» (Précis de Théologie ascétique et mystique II. Paris 1924, 934).

 

 

  1. Tomás (S. Teol., Supl. qu. 69, a. 3) admite que as almas dos defuntos, quer estejam no céu, quer estejam no purgatório, quer no inferno, possam por certo tempo, em virtude de especial disposição da Providência se manifestar na terra. Adverte, porém, o S. Doutor: ao passo que os justos conseguem isto todas as vezes que o pedem a Deus, os réprobos só com raridade aparecem neste mundo. Em todo e qualquer caso, a finalidade dessas aparições é algo de nobre: os santos, diz S. Tomás, vêm exortar e estimular os seus irmãos peregrinos na terra; as almas do purgatório vêm pedir sufrágios, e os réprobos, por desígnio de Deus, vêm admoestar os viventes e incutir-lhes temor salutar.

 

Outras evidências que temos das manifestações sensíveis almas do purgatório são os sinais guardado no museu das almas do purgatório em Roma que apresenta uma coleção de objetos de todo original: livros de orações (como o de Margarida Dammerle, de Erlingen) e missais, nos quais as almas do purgatório teriam gravado marcas de fogo; pedaços de pano portadores de semelhantes vestígios (assim há a camisa de José Leleux, da cidade de Mons, que traz as marcas de dedos incandescentes datadas de 21 de janeiro de 1789; o manto militar de uma sentinela italiana que em uma noite de 1932 montava guarda no Panteão ao monumento do rei assassinado Humberto I; o espectro do defunto teria pousado sua mão chamejante sobre uma das espáduas do soldado, após haver entregue a este uma mensagem para Vítor Emanuel III), tabuinhas, encostos de madeira marcados a fogo, etc. Encontram-se nesse museu outrossim silhuetas de mãos inteiras, não deformadas, com os dedos abertos;... uma cruz traçada com muito esmero pela ponta de um dedo indicador incandescente, entre outros.

 

Enfim, devemos perceber acolher as manifestações das almas do purgatório para despertar o nosso olhar para a eternidade e buscar a conversão como dizia santa jacinta de Fátima: “Se os homens soubessem o que é a eternidade, fariam tudo para mudar de vida”

Data: 10/09/2018

Comentários

Subir


Facebook
Telefone: (62) 3584-3843
Av. Circular, Qd. E, Lt. E-1 – Setor Expansul - Aparecida de Goiânia/GO - Brasil Cep 74986-250
Copyright © 2018 - Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus. Todos os direitos reservados.