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Goiânia, 20 de Setembro de 2020

Formação - O sentido da Quarta-feira de Cinzas

O sentido da Quarta-feira de Cinzas

 

 

O mistério pascal de Cristo, isto é, o evento de sua paixão, morte e ressurreição, é fundamento e cume da fé que professamos. Nesse acontecimento, encontra-se, também, a identidade e a razão do culto que elevamos ao Senhor. Por isso, a Igreja celebra o evento pascal com grande solenidade.

 

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O ponto de partida daquele que chamamos de Ano litúrgico é o Domingo, o Dia do Senhor, sobre o qual testemunham várias passagens do Novo Testamento, sobretudo as que falam das aparições do Ressuscitado no primeiro dia da semana (Jo 20,1.19,26). No tempo do Papa Leão Magno (+ 461), em Roma, a Quaresma começava no sexto domingo antes da Páscoa e, na conta, compreendiam-se os domingos, dias, porém, em que não se jejuava. No século seguinte, para manter o jejum de quarenta dias, antecipou-se o início da Quaresma na quarta-feira anterior. Eis a origem da Quarta-feira de Cinzas que marca o início do tempo de preparação e intensa espiritualidade, para dar sentido não somente à celebração da festa, mas para tornar mais coerente com a vida, a celebração da Páscoa.


 O sentido deste dia pode ser encontrado nos textos bíblicos e nas orações da liturgia do dia. Na tradição cultural dos povos antigos, também do povo hebraico, colocar cinzas na cabeça, é gesto de penitência (Jó 2,12; 2Sm 13,19; Lm 3,16), como destacam as palavras que introduzem o rito de bênção das cinzas: "Roguemos instantemente a Deus Pai que abençoe com a riqueza de suas graças estas cinzas, que vamos colocar sobre as nossas cabeças em sinal de penitência". Na Oração de Coleta, pede-se que "a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal" e a Oração sobre as Cinzas que "os fiéis que vão receber estas cinzas (...) possam celebrar de coração purificado o mistério pascal do vosso Filho". Em uma segunda oração, reza-se: “Reconhecendo que somos pó e que ao pó voltaremos, consigamos (...) obter o perdão dos pecados e viver uma vida nova à semelhança do Cristo ressuscitado". Caracterizam esta celebração as expressões: penitência, perdão dos pecados, conversão, coração purificado, domínio dos nossos maus desejos, vida nova, celebrar com fervor a paixão do Filho, mistério pascal. O exemplo que Jesus nos deixou e seus ensinamentos tornam-se referencial para os seus seguidores.


O tempo de Quaresma, experiência da divina misericórdia e do perdão do Senhor, aponta para uma vida marcada pelas obras que mostram o batizado qual testemunha de um novo projeto de vida.


O Evangelho do dia (Mt 6) recorda as três "obras" que distinguem um fiel hebreu: a esmola, a oração e o jejum. Uma insistente recomendação - sempre atual - por parte de Jesus: "Não façam isso só para serem vistos", neste caso, vocês perderiam "sua recompensa”. Tem um jeito próprio dos discípulos de Jesus: agir sem exibicionismo ou vanglória, ligados só no olhar amoroso do Pai.


Iluminados pela Palavra e a Liturgia, que possamos iniciar e viver este "tempo favorável" como precioso dom do Senhor para uma vida renovada e coerente. Por isso, cada um entre em si mesmo e, na sinceridade de seu coração, "converta-se, e acredite no Evangelho", como pede o ministro enquanto coloca as cinzas em nossas cabeças.


A Quarta-feira de Cinzas marca o início do tempo de preparação e intensa espiritualidade, para dar sentido não somente à celebração da festa, mas para tornar mais coerente com a vida, a celebração da Páscoa.

 

Dom Armando Bucciol Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB

Data: 04/03/2019

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