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Goiânia, 15 de Agosto de 2020

Formação - O que é o exorcismo?

O que é o exorcismo?



Exorcismo é o rito de ordenação ao demônio para que saia do corpo de um homem possuído. A essência do exorcismo é a conjuração, ou seja, a ordem dada ao demônio em nome de Jesus a deixar o corpo. O ritual de exorcismo da Igreja contém muitos ritos menores (a ladainha dos santos, a liturgia da Palavra, rezando a oração do Senhor, etc.), mas a sua verdadeira essência é a conjuração do demônio. As orações dirigidas a Deus são deprecativas, ou seja, suplicamos a Ele, enquanto ao demônio nunca se pede nada, apenas se lhe conjura, ou seja, se lhe ordena. E se lhe ordena pelo poder sacerdotal ou pelo poder inerente ao próprio nome de nosso Redentor.



Se não houvesse conjuração em um exorcismo, não haveria exorcismo real. A característica definitiva e específica do exorcismo é a conjuração. Na verdade, a palavra grega exorkizein significa apenas conjurar.



Coloco dois exemplos do Ritual de Exorcismo de 1998.





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Fórmula de oração deprecativa a Deus:



Deus, criador e defensor do gênero humano, volta Teus olhos sobre esse servo Teu [nome do possesso] que formaste à Tua imagem e o qual chamas à Tua amizade.



O velho inimigo atormenta-o  cruelmente, oprime-o com austera força, perturba-o com feroz terror.



Envia sobre ele Teu Espírito Santo que o fortaleça nas tristezas, que lhe ensine a suplicar na tribulação e que o guarde com Tua poderosa proteção.



Escuta, Pai Santo, o gemido da Igreja que Te suplica.



Não permitas que o Teu filho seja possuído pelo pai da mentira. Não permitas que Teu servo, a quem Teu Filho redimiu com Seu Sangue, seja retido no cativeiro do diabo.



Não permitas que o templo do Espírito Santo seja habitado por um espírito imundo.



Escuta, Deus misericordioso, as súplicas da ditosa Virgem Maria, cujo Filho morrendo na Cruz pisou a cabeça da Serpente Antiga e confiou-a como mãe de todos os homens.



Que brilhe neste servo a luz da verdade, que entre nele o gozo da paz, que o possua o Espírito de santidade e que morando nele o torne sereno e puro.


 

Fórmula de conjuração ao demônio:



Conjuro-te, Satanás, inimigo da salvação humana, a que reconheças a justiça e bondade de Deus Pai, o qual, com justo julgamento, condenou tua soberba e inveja.



Afasta-te desse servo [nome do possesso] que o Senhor fez à Sua imagem, que enalteceu com seus dons e que adotou como filho de misericórdia.



Conjuro-te, Satanás, príncipe desse mundo, a que reconheças o poder e força de Jesus Cristo, o qual te venceu no deserto, te derrotou no horto, te despojou na Cruz, e ressuscitando do sepulcro levou consigo teus troféus ao Reino de Luz.



Retrocede dessa criatura [nome do possesso] que nascendo a fez irmã sua e morrendo a adquiriu com seu sangue.



Conjuro-te, Satanás, sedutor do gênero humano, a que reconheça o Espírito de verdade e graça, o qual repeliu tuas insídias e confundiu tuas mentiras.



Saia dessa criatura de Deus [nome do possesso] a que Ele lacrou com o selo celestial.



Saia desse homem que com a união espiritual Deus fez templo sagrado.



Saia pois, Satanás, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.



Saia pela fé e pela oração da Igreja. Saia pelo sinal da santa cruz de nosso Senhor Jesus Cristo que vive e reina, pelos séculos dos séculos. Amém!

 


Qual é a maneira ideal de organizar o ministério do exorcista?

 


O ideal é que esse ministério seja muito bem organizado com um número suficiente de pessoas treinadas para a missão a que serão confiadas. Se para isso se considera que é melhor concentrar o ministério na capital da arquidiocese, o melhor é que em cada diocese se faça dessa maneira.Depois não é obrigatório que em cada diocese tenha um exorcista. O modo que vou para organizar esse ministério está pensado para uma grande arquidiocese que possua uma grande afluência de casos a examinar.




A parte mais delicada desse ministério não é o exorcismo, senão o discernimento. Porque se equivocamo-nos e dizemos que não está possessa uma pessoa, estaremos infligindo por omissão e causando dano terrível, que pode ter que levar sobre os ombros por toda uma vida. Mas, por outro lado, se dizemos que está possessa e não o está, a Igreja ficará muito desprestigiada.



Um só descuido neste sentido pode ter péssimas conseqüências, pois a imprensa só se fixará no erro e não nos sucessos. Por isso convém concentrar experiência em poucas pessoas e não começar com novos grupos a cada caso. E, no caso de os especialistas em discernir deverem estar só na arquidiocese, não haveria problema dadas as facilidades de comunicação que existem hoje em dia.



Uma vez que se comprovasse que o caso é verdadeiro, o especialista poderia dar as indicações oportunas para que, na diocese onde reside o possesso, um sacerdote autorizado procedesse ao exorcismo.



Ainda que para cada caso seja suficiente uma pessoa, convém que sejam três as pessoas integrantes dessa equipe de discernimento. Três pessoas de diferentes idades para que se morrer uma não se vá todo o conhecimento com ela, pelo contrário o conhecimento se vá colocando em comum.



Por mais que essa ciência do discernimento seja relatada por escrito, nada poderá suprir nessa matéria a experiência. Por isso, é muito benéfico que o exorcista jovem seja ensinado pelo de idade mais avançada.



Depois, comprovado que um caso é de autêntica possessão e conseguida a autorização, o ideal é que o exorcista tenha uma equipe de leigos que lhe ajudem durante o exorcismo. Leigos que sujeitem ao possesso e que rezem durante o ato litúrgico. Podem ser entre cinco e dez. Dez pode parecer muito, mas se estão rezando, então não excedem esse número, pois a oração se soma. A oração dessa equipe de leigos que assistem às sessões não é algo sem muita importância. Pelo contrário, o poder da oração de um grupo é muito superior ao de um sacerdote sozinho.




Não necessariamente a equipe de sacerdotes que discerne tem que ser a mesma que depois faz exorcismos. Como já foi dito, o exorcismo é uma operação mais fácil de fazer que a ação de receber a pessoa e discernir, pois para o exorcismo basta seguir o manual. E se há dúvida, pode-se consultar com alguém da equipe de discernimento.




No entanto, nenhum manual pode dar a ajuda necessária para discernir os casos verdadeiros dos falsos. É nesse labor de discernir que convém que se acumule a experiência e que as pessoas sejam fixas, sempre as mesmas, sem mudanças. Por outro lado, exorcizar faz-se com muita freqüência, é um ministério muito pesado, ainda que pareça paradoxo, é uma função de uma grande monotonia e que costuma cansar muito por ser sempre a mesma. Por isso, discernir é um labor e exorcizar é outro. Não necessariamente devem estar unidos.




Resumindo, o ideal é que o ministério nas grandes arquidioceses que atendem muitos casos se organize com três grupos de pessoas:


 

Os consultores,

Encarregados do discernimento;


Os exorcistas,

Encarregados de levar a cabo o exorcismo;


Os assistentes,

A equipe de leigos que assistem com sua oração e ajudam nos exorcismos.

 



Entre os assistentes poderia haver leigos mais fixos nesse ministério que se encarregassem do acompanhamento espiritual dos possessos e de suas famílias. Os possessos, na maior parte dos casos, precisam de uma verdadeira catequese para aproximar-se de Cristo.


Alguns desses assistentes, com os anos, podem acumular tal experiência que, algum deles, poderiam chegar a ser um dos consultores. Se esse leigo é psiquiatra, seu julgamento parecerá mais justo à hora de discernir os casos. Mas digo, parecerá, porque em minha experiência nada é tão valioso como o sentido comum e a vida espiritual.

 




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É obrigatório um relatório psiquiátrico para se proceder o exorcismo?

 


Não, a idéia de que um relatório psiquiátrico seja obrigatório antes de prosseguir com um exorcismo não consta em qualquer legislação sobre este assunto. Se um bispo espera que um psiquiatra lhe diga: esse homem está possesso, normalmente não se fará nenhum exorcismo, ainda que ali estivesse o endemoninhado de Gerasa, que carregava dentro de si uma legião.



O relatório psiquiátrico só vai falar de possibilidades. Se o exorcista está seguro de que a pessoa está possessa, por que precisaria de um relatório psiquiátrico? Além disso, em várias ocasiões, já me ocorreu que uma doença psiquiátrica de um possesso coexistia com uma verdadeira possessão. De que teria servido um relatório, nesse caso?



A partir do momento em que pode coexistir uma doença psiquiátrica com a possessão, que sentido teria um relatório psiquiátrico? Se estiver enfermo, não pode estar possuído?

 


Por que é necessária a permissão do bispo para exorcizar?

 


No início, na Igreja primitiva, não era preciso da permissão do bispo. Esse ministério era exercido sempre que necessário. No entanto, logo se impôs a regra de que ninguém o exerceria sem a permissão do bispo. E assim acontece desde o ano 416, quando o Papa Inocêncio I escreveu uma carta ao bispo de Gubbio, na qual disse:



“Você tem solicitude caritativa por estes batizados, que depois do batismo são possuídos pelo demônio, por causa de algum vício ou pecado. E para esse fim, pode ser nomeado um padre ou diácono. Já que realizar exorcismo não é lícito a não ser com a autorização do bispo.”



Por que a Igreja impôs essa regra? A Igreja percebeu que essa área exigia cuidados especiais. Prudência para evitar que iluminados e visionários agissem por conta própria. Também era um campo extremamente delicado para que um ato imprudente de um clérigo causasse danos aos supostos possuídos e ao prestígio da Igreja em geral. Por isso se optou por estabelecer vigilância especial neste ministério; vigilância essa que resultou na restrição que já aparece no século V, na citada carta. É interessante acrescentar que no Oriente esse ministério era exercido como uma atividade carismática que não requeria da autorização expressa do bispo.

Data: 18/09/2019

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