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Goiânia, 20 de Novembro de 2019

Formação - Costumava ser óbvio para todo mundo: os genitais são feitos para gerar.

Costumava ser óbvio para todo mundo: os genitais são feitos para gerar.

 

 

Tudo o que você está dizendo é uma negação da verdadeira igualdade. Amor é amor e nem a Igreja nem o Estado deveriam negar às pessoas o direito de se casarem com quem quiserem.

 

 

CHAMADAS PARA O SITE 2 TEXTO 4

 

 

 

"Amor é amor" é um slogan inteligentemente concebido que apela para o nosso senso de igualdade e justiça, ao mesmo tempo em que ofusca o que realmente está em jogo. Ele intencionalmente se esquiva do fato de que existe uma diferença fundamental entre o amor (sexual/romântico) entre um homem e uma mulher e o amor entre dois homens ou duas mulheres - uma diferença nem um pouco pequena, já que diz respeito diretamente à origem e à sobrevivência da raça humana.

 

 

 

 A melhor definição de filosofia que eu já ouvi (filosofia literalmente significa "amor pela sabedoria") é: a arte de fazer distinções significativas. O slogan "amor é amor" é a evidência de que perdemos essa arte no mundo moderno. Nós ficamos cegos à distinção crítica entre aquilo que é propriamente chamado de amor conjugal e os outros amores humanos. Como já dissemos antes, existem muitas maneiras genuínas nas quais os homens chamados a amar outros homens e as mulheres são chama-a amar outras mulheres. Mas nem todos os amores são dignos do nome matrimônio e nem todos os "amores" são dignos do nome amor.

 


 

Já que estamos tão familiarizados com as "identidades de marca" nossa cultura, talvez devêssemos considerar esta questão da seguinte forma: a Nike tem todo o direito de salvaguardar sua marca para manter sua linha diferenciada de calçados no mercado, seria muito errado se os tribunais permitissem que uma outra empresa de calçados se chamasse Nike. É a mesma coisa com o casamento. O amor conjugal é um tipo especifico de amor - uma “marca” específica do amor - manifestada na transformação do marido e da mulher em "uma só carne" para o próprio bem deles para a procriação e educação dos filhos. As pessoas do mesmo sexo podem expressar amor genuíno umas pelas outras de muitas maneiras, mas não dessa maneira, não da maneira conjugal. Isso é fisicamente, biologicamente e ontologicamente impossível.

 


 

Não há como fugir dos nossos corpos. Mais especificamente, não há como fugir dos nossos genitais e de tudo o que eles revelam sobre a identidade humana, a dignidade humana e o projeto divino para amor sexual. Apesar de estar acobertada por outras preocupações, essa é a questão fundamental que está em jogo nos debates sobre a natureza e o significado do casamento: qual é a natureza o significado da nossa diferença sexual? Mais especificamente,  qual é a natureza e o significado dos nossos genitais?

 


 

Costumava ser óbvio para todo mundo: os genitais são feitos para gerar. Como aprendemos na escola: "Primeiro vem o amor, depois o casamento, depois vem o bebê no carrinho de bebê". Esses eram os incontestáveis "fatos da vida". Hoje, graças ao impacto deformador da realidade da tecnologia eficaz de contracepção, os fatos da vida estão inteiramente à disposição de qualquer um.

 


 

Homens e mulheres são literalmente "organ-izados" um para o outro. Os órgãos sexuais do homem e da mulher trabalham juntos numa surpreendente, harmoniosa interdependência para gerar (e daí o termo "genitália”) novos membros da espécie.  Uma vez que o bebê que nasce não consegue sobreviver sozinho, o homem e a mulher que cooperaram para trazer essa vida à existência, se forem responsáveis, precisarão se comprometer a criar o filho. Precisamente esse comprometimento (o comprometimento com a relação genital responsável como sendo a base para as futuras gerações) é chamado de casamento.

 


 

Embora muitos Estados modernos tenham abandonado esse comprometimento, o Estado tem o direito de salvaguardar e recompensar a relação genital responsável como sendo a base das futuras gerações (casamento) precisamente porque tem um interesse pessoal em sua própria sobrevivência. O Estado não tem interesse na atividade genital de dois homens e duas mulheres. E a Igreja tem um interesse pessoal em proteger esse relacionamento porque, entre outras coisas, é a base de toda a ordem sacramental, a ordem através da qual Deus faz seu mistério invisível se tornar visível para nós e nos prepara para a união eterna com Ele. A atividade genital de dois homens ou duas mulheres é, na verdade, uma contradição ao divino mistério, uma contradição ao nosso chamado para amar à semelhança de Deus.

 


 

O argumento que apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo revela sua falsidade bem aqui: baseia-se na ideia de que a diferença sexual é essencialmente insignificante. Como temos aprendido ao longo deste livro: a diferença sexual não apenas não é insignificante; ela está prenhe de significado final.

 


 

Por trás de frases como "igualdade matrimonial" e "amor é amor" encontra-se a afirmação (frequentemente mascarada, mas ainda assim presente) de que, não importando se se trata de um homem e uma mulher ou de duas pessoas do mesmo sexo, os seus atos genitais serão "os mesmos". Mas nenhuma ideologia, nenhuma decisão dos tribunais pode mudar o fato de que os atos genitais de um marido com sua mulher são estupendamente, maravilhosamente diferentes dos atos genitais entre dois homens ou duas mulheres. E eles não são "os mesmos" precisamente por causa da diferença sexual.

 


 

Então, permita-me salientar que o que você está chamando de "verdadeira igualdade" é, na verdade, falsa igualdade, porque você está igualando de maneira falsa a atividade genital de um marido e sua mulher com a atividade sexual de dois homens e duas mulheres.

 


 

Mas concordo com você num ponto: embora seja impossível elevar aquilo que os casais do mesmo sexo fazem com seus genitais ao nível do que um marido e sua mulher podem fazer com os seus, é possível reduzir o que um marido e sua mulher fazem com os seus genitais ao nível do que os casais do mesmo sexo fazem com os seus: o envolvimento na busca de um prazer estéril. Foi isso que a contracepção fez com o casamento: ela o reduziu àquilo que se busca nos relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo.

 


 

Quando procuramos por respostas verdadeiras para entender como o mundo moderno passou a aceitar a experiência social sem precedentes do casamento entre pessoas do mesmo sexo, torna-se cada vez mais claro que a prática e a mentalidade contraceptiva formam a base sobre a qual se assenta toda a premissa que justifica a atividade homossexual, e, em consequência, reivindica a "igualdade matrimonial".

 


 

A alternativa — assustadora para muitos — é considerar que talvez, apenas talvez, a Igreja Católica esteja certa ao insistir que a contracepção é uma contradição do amor conjugal autêntico. Isso é algo que vale a pena ponderar.

 


 

Fonte: "Boas Novas sobre sexo e casamento" do escritor e palestrante católico Christopher West. 

 

 

Data: 29/10/2019

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