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Goiânia, 14 de Dezembro de 2019

Formação - Como identificar se tenho descontrole emocional ou ansiedade?

Como identificar se tenho descontrole emocional ou ansiedade?

Vivemos um tempo da supervalorização da emoção. Tudo passa pelo sentimento, inclusive decisões importantes. A grande maioria das pessoas não sabe mais distinguir razão de emoção, seja ela criança, adolescente, adulto ou até idoso. É impressionante o quanto um comportamento infantil se estendeu para outras etapas da vida e tem cegado quem vive dessa forma. Quando pergunto a uma pessoa o que passou pela sua cabeça quando viveu esta ou aquela situação, a resposta vem imediata: Fiquei com uma raiva! Senti-me abandonada! E tantas outras respostas baseadas na emoção e não na razão.

 

Onde está o problema? O problema é que a emoção é totalmente vulnerável, ela não tem fundamento sólido. E uma pessoa que vive a partir de suas emoções, vive como em um campo minado, estourando uma bomba aqui, outra ali e conseguindo se salvar de outras. Então, como identificar se tenho descontrole emocional?

 

Comece por avaliar seu comportamento. Como você tem reagido a situações do dia a dia? De forma normal, esperada? Ou surpreendendo as pessoas a sua volta, causando-lhes espanto? A questão é que, normalmente, quem vive esse descontrole emocional não percebe que o faz. E quando alguém fala para ele, acaba dando uma resposta agressiva, por não reconhecer esse comportamento.

 

 

Como identificar se tenho descontrole emocional?

 

Como controlar a emoção?

 

A grosso modo, podemos dizer que uma pessoa com descontrole emocional é aquela que apresenta uma reação emocional superior ao que deveria, seja por choro, agressividade física ou verbal, gargalhadas… Explico: em uma conversa, uma pessoa fala assim para você: “Você é igualzinho ao seu pai”, e a pessoa que ouviu isso tem uma ferida com o pai; logo, responde com gritos e grosseiras. Essa reação impulsiva e explosiva está diretamente ligada à suas memórias afetivas, que, desajustadas, são ativadas por uma fala ou situação.

 

Um outro exemplo que pode ajudar seria: uma mãe que vê seus filhos brigando, começa a gritar com eles e a bater de forma agressiva. O que leva essa mãe a ter esse comportamento quando ele não é um comportamento padrão dela? Possivelmente, a cena ativou algo nela, em seu temperamento ou personalidade, pois foi uma reação de total descontrole emocional.

 

Para ter controle de suas emoções, o segredo é separar sua razão da emoção e passar a ter domínio de tudo aquilo que sua mente produz e que ativa suas emoções de forma descontrolada.

 

Controlar a ansiedade por meio do autocuidado

 

Por um tempo, a depressão foi conhecida como a doença do século. No entanto, percebo que ela tem cedido lugar para a ansiedade. E uns dos fatores que contribuem para esse processo são o aumento de informações e o acelerar de todas as coisas. Esses fatores externos potencializam algo que é interno e natural: a ansiedade. Sim! A ansiedade faz parte do ser humano. Porém, acontece que: aquilo que é natural está tornando-se patológico.

 

Antigamente, as pessoas se correspondiam por cartas e dava tudo certo! Hoje, o WhatsApp pisca e o dedo fica incontrolável para abrir e responder aquela mensagem. Sem falar no tanto de grupo de WhatsApp que se cria os quais vomitam informações a cada minuto e embolam a cabeça da gente com tantas mensagens.

 

Descobria-se o sexo do bebê quando nascia, e estava tudo certo! Hoje, tem gente que faz exame de sangue (exame de sexagem fetal) para saber o sexo do bebê, porque não consegue esperar 12 semanas para fazer o ultrassom que o mostraria.

 

Assistir a um filme era um momento único, pois era só no cinema e nem todo mundo conseguia assistir. Era um evento! Agora, assistir a um filme é pouco, tem de ser uma série, tem de assistir a todos os episódios num único dia, para logo iniciar outra série.

 

Percebemos que os tempos mudaram, mas é preciso compreendermos que a estrutura cerebral pouco mudou, se é que mudou! Todos esses estímulos desenfreados causam danos severos. O transtorno do pensamento acelerado é fruto disso. Uma mente que não consegue descansar porque vive sempre pensando, pensando, pensando… e, poucas vezes, vivendo, vivendo, vivendo.

 

O que podemos fazer para melhorar essa ansiedade que nos cerca?

 

– Ter uma atividade física regular, principalmente em um ambiente que não seja estressor.

 

– Educar-se no uso do celular, principalmente no WhatsApp e nas redes sociais: tente colocar limites, como “não entrarei nas minhas redes sociais no período da manhã”. “Ficarei com a internet desligada durante a noite para não correr o risco de acordar de madrugada com o celular na mão, navegando na internet”.

 

– Cultivar estar perto de pessoas que possuem valor para você. Quanto tempo você tem investido na sua família? Indo a lugares legais, brincando, conversando, promovendo um jantar ou um lanche? Faça a experiência de estar com as pessoas!

 

– Não assista à programas que cultivam o medo, o pânico e o horror. É comprovado, estatisticamente, que pessoas as quais assistem a esse tipo de programa têm mais facilidade de desenvolver o transtorno de pânico.

 

– Crie rotina. Não precisa ser uma tabela cronometrada. Organize sua semana de forma que você tenha uma noção dela. Isso vai produzir menos ansiedade, pois você já terá uma noção da sua semana/dia.

 

Esvazie e silencie sua mente. Vá percebendo o que precisa ser ajustado em sua vida e aplique-se à mudança, assim, a necessidade do uso da medicação, ansiolítico, não chegará em sua vida. A prevenção ainda é o meio mais eficaz e barato para qualquer doença!

Data: 26/11/2019

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