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Goiânia, 23 de Fevereiro de 2020

Formação - O sexo deve expressar o amor. Mas o amor não é arbitrário.

O sexo deve expressar o amor. Mas o amor não é arbitrário.

ENTÃO VOCÊ ESTÁ DIZENDO QUE O SEXO DEVE EXPRESSAR O AMOR. CERTO, MAS QUE DIFERENÇA FAZ UMA CERTIDÃO DE CASAMENTO, AFINAL?
 
 
Sim, o sexo deve expressar o amor. Mas o amor não é arbitrário. O amor não é qualquer coisa que eu queira que ele seja. O amor não é simplesmente um sentimento caloroso por outra pessoa. O amor não pode ser igualado à simples atração ou desejo sexual por outra pessoa. O amor não é algo que "acontece" com as pessoas. O amor é a decisão de defender o bem de outra pessoa, não importando o que isso me custe.
 
 
 
 
Por definição, o amor sempre escolhe livremente o sacrifício próprio pelo bem da pessoa amada. O amor sexual escolhe livremente fazer uma doação total, fiel e fecunda de si mesmo para a pessoa amada. A relação sexual fala essa língua — a linguagem do amor de Deus. Essa é a linguagem do vínculo conjugal, a linguagem dos votos matrimoniais. Qualquer coisa inferior a isso é uma falsificação do verdadeiro desejo do nosso coração.
 
 
 
 
A linguagem tem a função de transmitir a verdade. É um abuso da linguagem transmitir mentiras, e não é possível que seja um sinal de amor fazê-lo. A "linguagem" do corpo também tem a função de transmitir a verdade. São João Paulo II fala inclusive do "profetismo do corpo". O corpo é "profético" porque fala a linguagem de Deus, que é o amor.
 
 
 
Mas precisamos ter cuidado para distinguir os profetas verdadeiros dos falsos. As pessoas que fazem sexo, mas não assumiram o compromisso matrimonial são "falsos profetas". O que eles estão dizendo com seus corpos não é verdade. Enquanto seus corpos dizem: "Eu sou seu livremente, totalmente, fielmente e fecundamente, para sempre", suas mentes estão dizendo outra coisa. Em resumo, estão mentindo um ao outro.
 
 
 
O ponto é este: o sexo destina-se a ser uma partilha do próprio ser de uma pessoa nos níveis mais profundos, vulneráveis e íntimos. É possível alguém vivenciar a "forma" do sexo e não compartilhar o seu ser nesse nível, mas isso é uma compartimentalização da pessoa que separa o corpo da alma. E essa é a própria definição de morte: a separação do corpo e da alma. Se o sexo deve ser uma exposição não apenas do corpo de alguém, mas do seu "eu" mais íntimo - em outras palavras, se o sexo deve ser vivido de maneira que não separe o corpo da alma - então se justifica a promessa: "Eu nunca te deixarei; nunca te abandonarei". É isso que o coração humano completamente nu exige. E essa promessa se chama casamento.
 
 
 
 
 
Valorizar uma pessoa em sua totalidade exige que aprendamos a falar a linguagem do corpo honestamente, de forma que aquilo que dizemos com nosso corpo expresse a verdade sobre o amor. Um casal que entende e deseja isso, naturalmente irá querer abster-se de dizer falsidades um ao outro através da linguagem do corpo. Eles entendem a linguagem da intimidade sexual como uma expressão dos votos matrimoniais, e irão querer reser-var essa linguagem para quando já tiverem feito esses votos.
 
 
 
Então, que diferença a certidão de casamento faz? Em si, não muita. É só um pedaço de papel. Mas esse pedaço de papel indica que Deus estabeleceu o vínculo conjugal entre os cônjuges. E esse vínculo faz toda a diferença do mundo.
 
 
 
Quando uma noiva e um noivo, diante do altar, declaram o seu consentimento perante a Igreja, isso não é meramente um reconhecimento formal de algo que já existia entre eles. No momento em que eles dão o seu consentimento, a noiva e o noivo se transformam. Eles se tornam, naquele momento (e apenas naquele momento), marido e mulher. O que não existia cinco minutos antes, existe agora - um vínculo conjugal selado pelo Espírito Santo que, uma vez consumado, nunca poderá ser dissolvido a não ser pela morte.
 
 
 
A relação sexual é a expressão desse vínculo. É o sinal visível dessa realidade invisível. Quando esse vínculo não existe entre um homem e uma mulher, a relação sexual entre eles é desprovida de sua razão de ser. Não importa quanta paixão, sensações e sentimentos estejam envolvidos, esses atos sexuais nunca poderão ser atos que honram verdadeiramente a dignidade da pessoa, e os atos que não honram a dignidade da pessoa não podem ser chamados atos de amor.
 
 
 
Um casal que tem relações sexuais regularmente antes do casamento e não vê nada de errado nisso, demonstra que não entendeu o significado do sexo e do casamento. Esse casal provavelmente não vai conseguir entender o significado completo do vinculo conjugal. Eles tenderão a reduzir essa mudança em seu relacionamento a um pedaço de papel – uma “certidão de casamento” – e continuarão a fazer sexo como sempre fizeram.
 
 
 
 
O fato de que esse casal agora está casado não transforma automaticamente sua união sexual naquilo que deveria ser. O sexo só é o que deve ser se expressar o comprometimento com uma doação livre, total, fiel e fecunda. Existem muitos casais casados que fazem com frequência um tipo de sexo na verdade desrespeita seus próprios votos matrimoniais. O fato de acontecer depois da realização do casamento não torna isso certo.
 
 
 
Em vez de enquadrar a discussão em termos de sexo pré-conjugal versus sexo pós-conjugal, é muito mais correto falar de sexo não conjugal versus sexo conjugal. É impossível que pessoas não casadas façam sexo conjugal. Eles não têm um vinculo conjugal para expressar, nem os votos matrimoniais para renovar. Por outro lado, embora a existência do vínculo conjugal não garanta que o sexo será conjugal, ele é um pré-requisito absoluto para que exista essa possibilidade.
 

Data: 04/12/2019

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