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Goiânia, 25 de Fevereiro de 2020

Formação - Unidos para difundir no mundo o bom odor de Cristo

Unidos para difundir no mundo o bom odor de Cristo

Unidos para difundir no mundo o bom odor de Cristo

 


 

Em toda a parte se percebe a necessidade vital que especialmente os líderes da Igreja têm da unção espiritual, entendida no seu duplo aspecto de doçura e força. Seria um erro confiar só na unção sacramental que recebemos de uma vez para sempre na ordenação e que nos habilita a realizar certas ações sagradas como governar, -pregar, instruir. Ela nos dá por assim dizer autorização para fazermos certas coisas, não necessariamente a autoridade no fazê-las; assegura a sucessão apostólica, não necessariamente o sucesso apostólico!

 

 

Por-que-ter-o-Espírito-Santo

 

 

 

 

Eis como um bispo anglicano descreve a experiência que teve de uma unção nova e carismática, a certa altura da vida:


"Eu não sabia o que me estava acontecendo, uma vez que nada esperava de particular. Sentia um maravilhoso formigamento e uma sensação do amor de Deus e da sua presença, que tudo enchia. Vi-me prostrado no chão, enquanto me submetia simplesmente a Ele, com alegria, pronunciando uma só palavra: "sim!", sem poder dizer outra coisa. Mais tarde, à tardinha, fui de novo à capela e novamente o Senhor me ungiu de modo muito profundo e amoroso. Com incrível alegria, eu só fazia repetir: Sou teu filho! Sou teu filho!" Deus não só me havia aceito como pessoa, mas me criara de novo como seu filho. Por fim, eu já não tinha palavras. A última palavra que consegui pronunciar foi `Deus" e a disse demoradamente, arrebatado. Quando desapareceram de todo as palavras, principiei a emitir sons estranhos, que então nem sabia o que fossem. Tudo isso comportou sobretudo uma nova submissão ao Senhor, sentido da filiação divina, louvor, os frutos do Espírito Santo, recebidos antes mesmo de serem pedidos, e maravilhosa sensação de triunfo. O Senhor eliminou da minha vida pecados contra os quais eu tinha lutado em vão muitos anos".

 


O mesmo bispo continua descrevendo o efeito que a sua unção teve sobre a diocese. Antigamente, ele não sabia sugerir outra coisa aos seus padres com problemas de alcoolismo a não ser que se submetessem a tratamento clínico, mas agora os convidava à sua casa, orava com eles e alguns ficavam completamente curados pelo poder da oração. Nas reuniões pastorais, até então, falava-se de tudo, menos da verdadeira missão espiritual da Igreja e da evangelização; mas depois todos admitiram que a coisa mais necessária para a diocese era renovar-se no Espírito.


 

 

Mas a unção do Espírito, como tal, não se limita a alguns momentos ou a particulares categorias de pessoas na Igreja. O unguento espalha perfume sempre, com sua simples existência. E a unção foi conferida a cada fiel cristão, justamente para que se torne "o bom odor de Cristo" (2Cor 2,15). Consagrando o óleo que vai ser usado na unção batismal e crismal, na Missa da Quinta-feira Santa, diz o bispo:
"Esta unção os penetre e os santifique, para que, livres da original corrupção e consagrados como templo da vida santa, espalhem o perfume de uma vida santa".

 


 

Objetava o pagão Celso, no século II: "Como é que um homem sozinho, que viveu em obscura aldeia da Judeia, pode encher toda a terra com o perfume do conhecimento de Deus, como dizem vocês, cristãos?" Respondendo, dizia Orígenes, que isso é possível graças ao mistério da unção, do qual os cristãos são participantes:


 

"Jesus recebeu a unção com o óleo da alegria em toda a sua plenitude. Aqueles que tomam parte com Ele, cada um conforme a própria medida, participam também da sua unção. Sendo, com efeito, Cristo a cabeça da Igreja, que forma com Ele um só corpo, o óleo precioso derramado sobre a cabeça desce sobre a barba de Aarão, até a orla da sua veste (SI 133,2)".


 

O Espírito Santo, conforme é aquele óleo precioso derramado sobre a cabeça do novo Sumo Sacerdote, que é Cristo Jesus. Da cabeça ele se espalha "como uma mancha de azeite" escorrendo pelo Corpo da Igreja até a orla da sua veste, até onde a Igreja toca o mundo. A liturgia se apropria desta imagem quando, na Missa do Crisma, na Quinta-feira Santa, formula esta oração que também recitamos, encerrando esta meditação:


 

Ó Deus, que ungistes o vosso Filho único com o Espírito Santo, e o fizestes Cristo e Senhor, concedei que, participando da sua consagração, sejamos testemunhas da redenção que Ele nos trouxe.

 

 


 

Livro: O Canto do Espírito - Raniero Cantalamessa

Data: 30/12/2019

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