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Goiânia, 13 de Dezembro de 2017

Mensagem do Dia

COLAPSO DE DESVALORES

COLAPSO DE DESVALORES

 

 

Estamos vivendo num tempo em que o absurdo se perpetua e é a prática constante da maioria da população. Este é um tempo em que o bom-senso, o equilíbrio e a sensatez não mais alcançam o coração humano, porque o homem, perdido em si mesmo, trilha o caminho da morte, do desamor, do engano.

 

Não raramente, vejo-me perplexo com tudo o que está acontecendo nesta terra de Santa Cruz, e só não digo que é invenção de alguém porque está diante dos meus olhos. Está tudo de cabeça para baixo: convivência familiar, eventos esportivos, uso do celular, convenções partidárias; até mesmo a prática da fé virou consórcio.

 

O problema é ver o fora de lógica tornar-se comum e aceito por todos. Aí você se torna um extraterrestre, uma pessoa com restrições, que poucos querem por perto.

 

Dentre todos os absurdos, tem coisa mais absurda do que a procura de Pokémons? De mamando a caducando todos estão à procura dos monstrinhos. O senso do ridículo é coisa de outros tempos. Como podemos estar tão cegos e surdos diante do mal que se propaga, e pelas nossas próprias mãos entra nas nossas casas, tornando-nos, ainda, mais dispersos, ausentes de nós mesmos.

 

Perdoem-me dizer, mas isto é coisa do diabo, que tem grandes aliados, eu e você que não praticamos a Palavra de Deus: “o meu povo se perde por falta de conhecimento”. Nas situações mais simples não agimos com sensatez, sempre escolhemos não nos comprometer. Absurdo para nós é correr o risco de não agradar a gregos e troianos.

 

Em meio a esse colapso de desvalores, algumas situações me deixam ainda mais indignado, como o relacionamento pais e filhos. Não consigo entender, não concordo, não aceito a dependência afetiva que os pais tem dos filhos. Para justificar o injustificável, os pais, com medo de perderem o amor dos filhos, aceitam, concordam com tudo; fazem tudo o que os filhos querem. Numa palavra: os pais são reféns dos filhos.

 

Outra situação constrangedora é a condição da mulher nos dias de hoje, que não respeita a si mesma, fazendo de seu corpo objeto de prazer e de consumo; não tem mais identidade: mulher melão, mulher melancia, mulher bombada, seminua ou com roupas extravagantes e sensuais. Por sua vez, o homem anda no mesmo caminho. Cabeça e coração sem sintonia.

 

A nossa relação com o poder público não é nada diferente: omissão, troca de favores, venda de votos, prevalecendo sempre a opção partidária e a troca de interesses. Facilmente, somos engabelados pelos discursos e promessas fáceis. Tudo que os governantes fazem é feito em forma de favor à população.

 

É doloroso perceber que na nossa sociedade prevalece a falta de compromisso, a falta de zelo com o bem comum. Ninguém cuida de nada. Basta ver o lixo acumulado nas nossas próprias casas. É realmente um momento crítico este que estamos vivendo, onde o trigo é ceifado e colocado no fogo, e o joio é armazenado no coração da humanidade. Até quando vamos preferir as cebolas do Egito? Nesse mundo de facilidades o homem é refém do ter e do prazer, acomodado no conforto vil e fascinado pelas tragédias.

 

Não, por favor! Não é esse o caminho. Não podemos continuar escolhendo a face errada das coisas e tomando o falso remédio, porque sem Deus vivemos pior que bicho. Como podemos viver dignamente, se a nossa vida passa longe da verdade e achamos que é tão certo e perfeito o nosso jeito de viver? Precisamos ouvir a voz de Deus que nos ama de verdade: “ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois a vida, para que vivas com a tua posteridade”. 

 

 

 

 

Pe. Luiz Augusto

Data: 10/08/2016

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