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Goiânia, 17 de Dezembro de 2017

Notícias

Que mal pode haver por trás das mídias sociais?

INTERNET


As mídias sociais não podem afastar as pessoas do convívio social


Será mesmo verdade que as pessoas convivem mais virtual que fisicamente com sua família e amigos? Quantos amigos reais você tem e quantos virtuais? Amigos reais e virtuais são a mesma coisa? Consigo terminar as tarefas que comecei, sem olhar as mensagens e as interações no celular? O impacto das tecnologias em nossa vida só cresce!


Conviver significa viver, sorrir, chorar e experimentar a vida ao lado das pessoas; é cair e ser levantado pelo outro, é levantar quem amamos de suas quedas. No entanto, se não sei o que meus pais e irmãos estão vivendo, o que posso fazer por eles? Estou convivendo, vivendo e compartilhando minha vida com eles ou profiro compartilhar nas mídias sociais?


Não despreze o diálogo


Jesus conviveu intensamente com aqueles que escolheu. Pregou, viajou, curou, comeu e participou de festas (Bodas de Caná, por exemplo). Jesus, mesmo sendo Deus, quis conviver com os apóstolos e também com Seus amigos.



 

 

 

 

Será que nossas redes sociais nos impedem de saber o que a pessoa do quarto ao lado está vivendo? Quando estamos à mesa, será que as refeições são conectadas? Conseguimos ter conversas profundas com quem amamos?


Um dia desses, na sala de aula, comentei com meus alunos sobre uma hashtag que vi: “Feriadão! Oba! Vou passar juntinho com minha família: Twitter e Netflix”. Os  próprios alunos  comentaram que passam muitas horas com as famosas séries. Um deles comentou estar assistindo 15 séries ao mesmo tempo. Até mesmo os colegas se assuntaram comigo, que mal assisti a uma ou duas completas.


Foi só mais um questionamento: e como fica a família? Como ficam os amigos reais, os estudos, o trabalho e as aulas? Como conseguir conciliar tudo isso e alimentar as redes sociais, responder as mensagens que, a toda hora, pipocam no celular?


Estudos revelam que, especialmente em sala de aula, o uso de tecnologias pode ajudar no aprendizado, mas, ao mesmo tempo, há pesquisas que demonstram a perda da atenção por parte de alunos.

 

Não perca o foco


Pesquisas do Professor Larry Rosen, da Universidade Estadual da Califórnia, revelam que a atenção dos seus pesquisados giram em torno de três a cinco minutos. Depois desse tempo, percebe-se a mudança do foco, a distração; e, assim, os trabalhos são feitos pela metade.


Você já deixou algum trabalhou ou atividade pela metade? A tecnologia teve influência na distração ou perda do foco?


Jesus chorou a morte de Lázaro, porque o amava, porque o conhecia e convivia com ele. Jesus gastava tempo com Seu amigo. Aliás, tempo é outra tag que não sai da moda: “Não tenho tempo para nada! Nem para respirar”, alguns falam. E o tempo com a família? Será que tenho me dedicado a eles o quanto merecem? Se longe estão, consigo ligar ao menos?


Quando o Whatsapp sair do ar novamente, aproveite para conectar-se com quem você ama. Se não sair do ar, faça você mesmo a opção de desconectar-se alguns minutos, para conectar-se com quem mais precisa da sua atenção: seus amigos, sua família!

 

 

 

 

Bruno Cunha

 

Mestrando em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Taubaté (UNITAU), Bruno Cunha possui Pós-graduação em Administração (MBA) pela Fundação Getúlio Vargas e graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Pernambuco. Atualmente, é diretor administrativo e financeiro da Faculdade Canção Nova, onde também atua como professor. Cunha tem experiência na área de Finanças, Economia, Educação Financeira, Finanças pessoais e Administração Financeira e Orçamentária.

Autor: Canção Nova / Formação

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